Cada letra do Sérgio é um mestrado em escrita de canções. É uma enorme inspiração a maneira como ele brinca com a sonoridade da nossa língua, como a faz dançar nas palavras, nas frases e nas melodias. A maneira como conta histórias, cria personagens e crítica aquilo que sente que deve ser criticado faz dele um dos cantautores mais brilhantes dos nossos tempos e alguém que vai para sempre ficar na história da música portuguesa.
Se durante a vida voltarmos às suas canções, acontece aquilo que só acontece nos grande livros, descobrirmos sempre algo novo. E que bom que ainda há tanto por descobrir.

A Rita passou por vários projetos e tocou vários instrumentos até lançar o seu primeiro disco. Isso fez dela uma música muito completa, com uma identidade forte e uma grande noção de arranjo. Nas suas canções é uma contadora de histórias, na suas bandas sonoras ajuda as histórias a serem contadas. Há sempre histórias, há sempre imagens e há sempre uma doçura que prevalece mesmo nas canções menos românticas. E quem conhece a Rita sabe que essa doçura não está só nas composições mas também na compositora.

O Jorge Fernando entrou no mundo do fado muito novo como guitarrista. Mais tarde foi responsável pela descoberta de algumas das maiores fadistas dos dias de hoje e responsável também pela composição dos seus sucessos. Para além de tudo isto ainda tem a sua própria carreira a solo.
Sejam bem-vindos ao episódio do Jorge Fernando. O homem que entrega todos os seus talentos ao fado.

A Maria do Rosário escreve prosa, poesia e letras de canções. Como se isso fosse pouco ainda é editora, tendo sido responsável pela descoberta de alguns dos maiores nomes da nova geração de escritores. É um mulherão e para mim um enorme exemplo.

June 10, 2021

Episódio 20: Carlos Tê

As letras do Carlos Tê fizeram-me querer ser letrista. 
Aquilo que o Carlos escreve chega a toda a gente. São letras profundas mas não são elitistas. É como se todas falassem sobre nós ou sobre um vizinho mas nunca sobre realidades distantes e difíceis de empatizar, e é por isso mesmo que todos as cantamos e algumas se tornaram hinos da nossa música popular. 
Espero que gostem deste episódio com um dos meus grandes ídolos.

A letras do Rui Reininho são parecidas com os sonhos ou com aquelas viagens maravilhosas que apesar de curtas vêm repletas de memórias. É por isso mesmo que cada vez que entro num desses sonhos ou embarco numa dessas viagens descubro algo novo, algo que parece ter aparecido só agora, só para mim.

Não há uma fase da minha juventude que não tenha uma canção do Pedro Abrunhosa algures na banda sonora. Falo por mim por sentir que é errado falar por todos, mesmo sabendo que muitos se irão identificar com as minhas palavras.
O Pedro é uma máquina de fazer canções orelhudas. Daquelas que entram na nossa vida e nunca mais nos deixam. Mas a arte do Pedro é muito mais do que isso. É teatro, é cinema, é pôr o dedo na ferida com as suas letras e fazer-nos pensar. E mesmo depois de tudo isto ainda é muito mais.

O Manel já teve mil vidas musicais e cada uma delas nos deu a conhecer um novo compositor. O que todas as suas canções têm em comum é a veracidade de cada palavra. É como se as canções do Manel saíssem sempre das entranhas. Não há maquilhagem em nenhuma delas nem busca da perfeição. E que perfeitas são.

O Sam the Kid tem alma de poeta e coração de rapper. Nele cabe tudo isso e muito mais. Cabem todas as memórias que não ficam no passado, são minuciosamente realojadas no presente partilhando o espaço com assuntos atuais e sonhos de futuro. 
É assim que nunca se passa de moda, que se brinca com a linha do tempo como se ela não tivesse um só sentido. É assim que se é intemporal.

O Samuel é uma arca do tesouro. Guarda tudo aquilo que vê e ouve, guarda palavras e sentimentos bonitos. Depois, enfeita as suas canções com tudo aquilo que foi apanhando por aí. Tudo o que vale a pena guardar.

A voz da Sara é algodão doce. As suas canções ou nos trazem uma paz profunda ou nos fazem descobrir movimentos de anca que nunca pensámos dominar. Viajamos entre o crioulo e o Português mas sentimo-nos sempre em casa. 
Hoje é dia de conhecermos melhor este algodão doce que faz tão bem à saúde.

Cabe um mundo em cada canção do Fausto. Um mundo repleto de cores, sons, cheiros, histórias e história. Quando entramos nunca mais queremos sair. Somos sugados, absorvidos, inundados. São viagens sem regresso, com vários caminhos e inúmeros destinos. 
Tive o enorme prazer e privilégio de o entrevistar mas maior ainda foi o prazer de o conhecer. É com um orgulho enorme que vos apresento o primeiro convidado desta segunda temporada : Fausto Bordalo Dias

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